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segunda-feira, 16 de março de 2026

Castelo de Himeji: beleza, defesa e cerejeiras em flor

Explore a história e as defesas do Castelo de Himeji, um destino imperdível que atrai visitantes com suas cerejeiras e vistas panorâmicas da cidade

Castelo de Himeji

Conhecido como “Castelo da Garça Branca” (Shirasagijo) por sua elegante aparência branca, o Castelo de Himeji, na província de Hyogo, é amplamente considerado o mais espetacular castelo do Japão.

Sua beleza, tamanho e os complexos terrenos bem preservados o tornam um Tesouro Nacional e Patrimônio Mundial da UNESCO.

Diferente de muitos outros castelos japoneses, o Himeji nunca foi destruído por guerras, terremotos ou incêndios, permanecendo até hoje como um dos doze castelos originais do país.

As primeiras fortificações no local foram concluídas no século XV. Ao longo dos séculos, o castelo foi gradualmente ampliado pelos vários clãs que governaram a região.

O complexo como o conhecemos hoje foi finalizado em 1609, composto por mais de oitenta edifícios espalhados por múltiplos pátios, conectados por uma série de portões e caminhos sinuosos.

Exploração e estrutura defensiva
A maioria dos visitantes acessa o castelo através do Otemon, o portão que leva ao terceiro pátio (Sannomaru), uma área de entrada gratuita.

O Sannomaru possui um grande gramado ladeado por cerejeiras, sendo um local popular para a apreciação dessas flores efêmeras, geralmente no início de abril. No final deste pátio, encontra-se a bilheteria que marca a entrada para a área paga do castelo.

A partir da bilheteria, o caminho para a torre principal é um labirinto de passagens muradas, portões e pátios, projetado para desacelerar e expor qualquer força invasora.

No coração do complexo, ergue-se a torre principal, uma estrutura de madeira de seis andares que domina a paisagem.

Os visitantes entram na torre principal por uma entrada no andar inferior e sobem por uma série de escadas íngremes e estreitas. Cada nível se torna progressivamente menor à medida que se ascende, criando uma experiência única de exploração.

Experiência ao visitante e sazonalidade
O andar mais alto abriga um pequeno santuário e oferece vistas panorâmicas em todas as direções, permitindo aos visitantes observar os telhados, as defesas labirínticas e a cidade de Himeji.

É possível também admirar de perto os ornamentos de telhado em forma de peixe, que, segundo a crença popular, protegem contra incêndios.

O Castelo de Himeji é um ponto de observação de cerejeiras extremamente popular durante a curta e concorrida temporada de floração, que geralmente ocorre no início de abril.

Em dias de grande movimento, como durante a temporada de cerejeiras, a Golden Week e as férias de verão, os visitantes podem enfrentar consideráveis tempos de espera para entrar no interior da torre principal.

O número de visitantes permitidos pode ser limitado através do uso de bilhetes numerados para garantir a preservação e a experiência de todos.

A melhor época de visualização das cerejeiras é no início de abril.
Fonte: Portal Mie com Japan Guide

sábado, 6 de abril de 2024

Japan Mint em Osaka abre sua famosa via de sakura para visitação

A Japan Mint abre sua via repleta de cerejeiras para visualização pública em toda primavera

Japan Mint
Visitantes estão desfrutando da paisagem de centenas de cerejeiras na Japan Mint em Osaka.

A Japan Mint é uma instituição administrativa independente do governo japonês, responsável pela produção e circulação das moedas do Japão.

A agência abre sua via repleta de cerejeiras para visualização pública em toda primavera. A tradição começou há mais de 140 anos.

O trecho de 560m de comprimento tem 340 cerejeiras de 141 variedades. A Japan Mint escolheu a variedade “Ohtemari” como a flor de destaque deste ano. As flores dessas cerejeiras lembram bolas, com pétalas densamente aglomeradas.

Apenas um terço das cerejeiras haviam desabrochado quando o evento começou na sexta-feira (5). Mesmo assim, algumas das variedades de floração antecipada estão agora no auge.

Reservas são necessárias para entrar no local. Mais de 240 mil pessoas devem visitar a via de sakura na Japan Mint durante o evento de 1 semana até 11 de abril.

A entrada é gratuita.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 20 de março de 2017

Parque em Hamamatsu inicia festival com 1.300 cerejeiras e 500 mil tulipas

Evento vai até 11 de junho e abrange outros pontos turísticos da cidade
Hamanako Hana Festa

O Parque das Flores de Hamamatsu (Shizuoka) deu início no último sábado (18) ao evento Hamanako Hana Festa, que promete encantar os visitantes com 1.300 cerejeiras e 500 mil tulipas. A primavera começa oficialmente nesta segunda-feira.

O festival prossegue até o dia 11 de junho, mas cada espécie de flor tem uma época certa para ser apreciada. As cerejeiras e as tulipas, por exemplo, florescem no final de março e início de abril.

Entre os dias 25 de março e 9 de abril, o parque funcionará inclusive à noite, até as 21h, com uma iluminação especial para apreciar o sakura.

O local também conta com outras flores, como azaléa (abril), glicínia (final de abril e início de maio), rosa (maio e junho) e hortênsia (junho).

O evento abrange outros pontos turísticos de Hamamatsu e Kosai, como o Hamanako Garden Park, que tem entrada gratuita e fica às margens do lago Hamana.

Parque das Flores de Hamamatsu (はままつ フラワーパーク)
Local: Shizuoka-ken Hamamatsu-shi Kanzanji-cho 195
Horário: das 8h30 às 17h. Entre 25 de março e 9 de abril, funciona até as 21h
Ingressos: ¥500 (estudantes) e ¥1.000 (adultos), no período de 18 de março a 11 de junho. A entrada a partir das 18h custa ¥300 (estudantes) e ¥600 (adultos), entre 25 de março e 9 de abril
Informações: 053-487-0511
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Previsão da floração das cerejeiras no Japão

Agências privadas de meteorologia dizem que as flores de cerejeira vão florir mais cedo este ano em todo o Japão

Floração das cerejeirasSegundo a previsão divulgada por duas agências privadas de meteorologia, as flores de cerejeira vão florir mais cedo este ano. A variedade Somei-Yoshino, uma das mais populares, devem começar a aparecer nas cidades de Kochi e Miyazaki já por volta do dia 18 de março, cerca de 4 a 6 dias antes do esperado.

Segundo a Weathermap e a Otenki.jp, a tabela é baseada em previsões a longo prazo do tempo para os meses de fevereiro e março, meses que geralmente ainda são frios, mas com períodos de temperaturas mais amenas.

No entanto, este ano o inverno tem sido mais intenso do que a média, o que fez com os brotos “acordassem” e começassem seu crescimento antecipado.

O documento prossegue prevendo a chegada das flores da cerejeira em Nagoya, região central do Japão, no dia 23 de marco e em Tóquio por volta do dia 24 de março.

Temporada das flores de cerejeira  

Lugar Abertura estimada Melhor época
Tóquio 24 de Março de 31 de Março a 9 de Abril
Quioto 26 de Março de 1 a 10 de Abril
Fukuoka 20 de Março de 27 de Março a 4 de Abril
Osaka 25 de Março de 31 de Março a 8 de Abril
Nagoya 23 de Março de 30 de Março a 7 de Abril
Fonte: Alternativa

domingo, 1 de maio de 2011

Cerejeiras estão em flor, mas turista foge do Japão

Fluxo de turismo cai até 50% no país por conta do tsunami e crise nuclear; japoneses dizem que muitas regiões não oferecem risco

Que razões tem o turista para não visitar cidades como Nagoya, Osaka, Kobe ou Hiroshima, entre outras, que estão até mil quilômetros de distância da região atingida pelo terremoto e tsunami ou da central nuclear de Fukushima? A pergunta em tom de desabafo é do comerciante japonês Akinori Nagasawa, dono de uma loja de artigos eletrônicos em Nagoya, no Estado de Aichi.

Ele acredita que muitos estrangeiros têm adiado ou cancelaram a viagem ao Japão por conta de informações equivocadas sobre a tragédia que atingiu o nordeste do país. Assim como Akinori, outros lojistas no bairro de Kamimaezu, em Nagoya - centro de compras que atrai turistas o ano inteiro - defendem que, à exceção da região de Tohoku atingida pelo tsunami, os demais Estados têm restabelecida sua rotina e não oferecem nenhum risco aos residentes ou visitantes.

Segundo a Organização Nacional de Turismo Japonês, o número de turistas estrangeiros no Japão teve queda de 50,3% em março ante o mesmo período do ano passado, quando 709,6 mil estrangeiros visitaram o Japão. Este ano, foram 352,8 mil turistas, uma queda histórica. A estatística tem reflexos negativos em vários segmentos da economia.

"Desde o 11 de março, nosso volume de vendas caiu pela metade", conta a comerciante Ayako Takahashi, dona de loja de artesanato e souvenirs em Osu-kanon, uma galeria de Nagoya. Ali, o movimento diário é de cerca de 5 mil pessoas. Em tempos normais, 10% dos visitantes são estrangeiros, outros 40% são turistas japoneses e a outra metade, consumidores da própria região.

Com a redução nas vendas, a associação dos lojistas antecipou campanha promocional com descontos que estava prevista para este mês.

Em Tóquio, o bairro de Akihabara é o paraíso das compras para turistas que buscam novidades da tecnologia. Também por lá o movimento de clientes vindos de fora está abaixo do que se previa antes do terremoto. O Japão esperava receber 30 milhões de visitantes este ano.

Hiroshi Koga, atendente em uma rede de equipamentos de áudio e vídeo, afirma que, aos poucos, os clientes estrangeiros estão retomando às compras, em especial provenientes de outros países asiáticos. Além de aquecer os centros de compras, o turismo movimenta centenas de cidades históricas, parques temáticos e festivais culturais, além dos recursos que movimentam as agências turísticas, companhias aéreas e rede hoteleira.

O terremoto e o tsunami, e depois a crise nuclear em Fukushima, levaram o presidente da Organização Nacional de Turismo do Japão, Tadatoshi Mamiya, a admitir que o desastre terá grande impacto em todas as empresas do ramo.

Dekasseguis. Outro fator que levou à redução no número de turistas é que no pós-terremoto as companhias aéreas retiraram o benefício do seguro-viagem. Quem viajasse seria pela própria conta e risco. Além disso, vários países, incluindo o Brasil, recomendaram a seus cidadãos que evitassem viajar a Tóquio. Com o número reduzido de passageiros, algumas companhias diminuíram a frequência de voos.

Ota Yuji atende brasileiros e revela que, em todo o país, cerca de 10 mil dekasseguis compraram bilhetes e deixaram o Japão depois do desastre. Ele acredita que a minoria tenha regressado ao Brasil, e que em breve muitos estarão de volta atraídos pelas ofertas de emprego. O que se prevê é o reaquecimento da economia japonesa com a reconstrução da área devastada. "No segundo semestre, os turistas também estarão de volta em grande número, principalmente coreanos e chineses", afirma Ota.

O Japão tem cerca de 2 mil profissionais liberais que atuam no setor de turismo como guias turísticos, tradutores, intérpretes. Sem trabalho com a evasão dos turistas, dezenas deles têm lançado apelo em redes sociais e divulgado vídeos pela internet para proclamar que não há riscos para quem pretende visitar o Japão. Redes como o YouTube têm também depoimentos de estrangeiros, gravados nestes últimos dias em diferentes centros turísticos japoneses.

Hitomi Fukushima, de Tóquio, conta que seu trabalho como guia foi bastante prejudicado. Quatro grupos que ela receberia cancelaram a viagem. "Tenho dito a pessoas do exterior que me procuram que a situação no Japão está normal, que não tem perigo algum virem."

A estudante japonesa Mari Miyachi, de Nagoya, morou um ano nos Estados Unidos e receberia no início deste mês a visita do casal americano que lhe acolheu em Ohio. Ela lamenta que seus "pais adotivos" tenham cancelado a viagem, e faz coro aos que pedem para que os turistas reconsiderem a decisão de não viajar ao Japão.
Fonte: O Estado de S.Paulo